Uma exposição sob três olhares

Artistas convidados do Diario para mostra de arte tecnológica tem em comum a experiência

Everaldo Fioravante - Jornalista

Para colher as impressões que a exposição de arte tecnológica Emoção Art.ficial 2.0, em cartaz no Itaú Cultural, em São Paulo causa em artistas plásticos que desenvolvem produções tradicionais como pintura e escultura, o Diário levou três profissionais da região para a mostra.

Foram convidados o desenhista e pintor paulista Antonio Vitor, 61 anos, morador de Diadema; a artista plástica e educadora paraibana Nanete Azevedo, 60 anos, de São Bernardo; e o escultor argentino Ricardo Amadasi, 54, assessor de Artes Plásticas de Diadema e morador do Riacho Grande.

A periferia é uma das temáticas preferidas de Vitor. Nanete desenvolve sobre tudo objetos de arte voltadas a temas religiosos. E Amadasi cria esculturas em que aborda questões que tratam da injustiça social.

Os três são experientes e tem produções distintas, fato que, de certa forma, faz com que tenham idéias diferentes a respeito da arte tecnológica. Leia a seguir algumas opiniões dos artistas a mostra.

Assuntos ideológicos à parte,o escultor disse que toda forma de arte é valida.

“Enquanto experimentação, a mostra tem seu lado bom. Mas ainda acho que tem mais tecnologia que emoção. A exposição exibe uma arte aparentemente de vanguarda, mas que no fundo é conservadora pois esta ligada ao poder”, disse. Uma obra que o agradou foi a do espanhol Antoni Muntadas. Na tela central estão cenas de atrocidades divulgadas pela mídia, e, nas laterais, imagens de platéias aplaudindo. Segundo o próprio Muntadas, é uma análise da exploração da violência pela mídia. “Essa trata da condição humana. Isso é arte”. Disse Amadasi.

trecho do texto de Everaldo Fioravante

Consulte Uma exposição sob três olhares - Diário do Grande ABC, 7 de agosto de 2004

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