O Surreal nas esculturas Ricardo Amadasi

Mario Fernando Bolognesi, Diretor do Departamento de Cultura -Prefeitura de São Bernardo do Campo

Giotto dizia: “porque pintar uma obra quando é melhor sonhá-la?”

O desafio estava posto: fazer dos sonhos a realidade da obra, quando não da obra a realidade dos sonhos. e nada melhor do que a tridimensionalidade para tomar matéria o que é próprio das visões, dos sonhos, dos desejos. as formas se materializam a partir dos impulsos inconscientes, que também tem muito do cotidiano que nos cerca. às vezes em forma de chistes , outras em alegorias, esta é a matéria-prima da tridimensão de ricardo amadasi - uma simbiose do sonho que se materializa com elementos figurativos às avessas, por que não se quer reprodução da realidade, mas sim produção e leitura criativas. não se pode falar de crise do imaginário, mas em trabalho sobre materiais e formas inspiradoras, sonhadas no intermitente diálogo humano, que é consciente e inconsciente, real e imaginário, verdadeiro em sua criação.

O real e o sonho se encontram na matéria adequada e na forma exata nas esculturas da atual fase do artista amadasi, que exemplificam muito bem essa dialética intermitente entre oposições aparentes.

Trecho do texto de Mario Fernando Bolognesi

Consulte O surreal nas esculturas de Ricardo Amadasi -Núcleo Henfil de Ação Cultural - Prefeitura de São Bernardo do Campo, outubro de 1992

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